Incentivo às Carreiras Científicas

Curriculum

Grande parte da população acredita que o cientista e a ciência habitam um mundo de compreensão fechada. Se construiu uma concepção de que o conhecimento científico é inacessível ao cidadão comum, com um poder de verdade absoluta e pensamento que aproxima a ideia de ciência a algo místico (GERMANO, 2011). Esse tipo de pensamento afasta os jovens de carreiras científicas, já que muitos não se sentem capazes de desempenhar tal função.

No Brasil, o cenário cientifico se torna ainda mais incógnito de acordo com a pesquisa “Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil” realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em 2015. A pesquisa teve como objetivo analisar o conhecimento, bem como atitudes dos brasileiros em relação à ciência e tecnologia. Os sujeitos da pesquisa foram homens e mulheres com idade igual ou superior a 16 anos. Quando questionados sobre os níveis de interesse em diversos tópicos, 26% se declararam muito interessados em ciência e tecnologia. O estudo constatou também que 86% não foi capaz de lembrar o nome de nenhuma instituição brasileira dedicada à pesquisa científica, assim como 94% não conseguiram citar o nome de nenhum cientista brasileiro.

Esse quadro pode ser reflexo do contexto escolar descrito por Rosa e colaboradores (2003), que apontam a instituição escolar como um local em que apenas se reproduz conteúdo pré-estabelecido. Dessa forma, se restringe o conhecimento científico apenas a uma elite acadêmica. Como professores da educação básica devemos estimular nossos jovens a buscar conhecimento científico, assim como a formação de autonomia e senso crítico. Veja algumas formas para incentivar os alunos:

  1. Não entregue resposta prontas, incentive seu aluno a pesquisar e ajude-o a gerar cada vez mais questionamentos. A curiosidade é característica essencial para formação de cientistas.
  2. O estudante é o personagem principal em um processo de ensino-aprendizagem significativo, o professor deve apenas facilitar e mediar a construção do conhecimento.
  3. Não tenha medo de utilizar recursos tecnológicos. Não é necessário brigar com a internet, use-a como uma aliada no processo de formação. Ensine o seu aluno a forma correta de utilizar as informações que ele encontra on-line.
  4. Contextualize o ensino. Use exemplos, recursos e metodologias que incentivem o seu aluno e enxergar a realidade em que ele está inserido e estimule-o a problematizar essa realidade. Senso crítico é fundamental na formação de um cidadão consciente.
  5. Estimule as relações horizontais. Os estudantes se sentem muito mais incentivados quando trabalham juntos e enxergam os colegas se dedicando.
  6. Não tenha medo de projetos e tarefas que parecem ‘difíceis demais’. Nossa função é guiar a aprendizagem a estágios que eles não alcançariam sozinhos.
  7. Por fim, se informe! Descubra o que acontece na ciência brasileira e divulgue. Muitos acreditam que só existem cientistas fora do Brasil e, por isso, nem cogitam a possibilidade de se dedicar à carreira cientifica. Todas as instituições de pesquisa brasileiras mantem páginas on-line divulgando seus trabalhos, além de manter programas de visita guiada para escolas de forma totalmente gratuita.

De que outras maneiras podemos incentivar nossos alunos a se interessarem pela carreira científica? 

Author

Amanda é Graduada em ciências biológicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Pós-graduação lato sensu em análises clínicas e toxicológicas - Universidade Estácio de Sá, cursando Mestrado acadêmico em Ensino de Biociências e Saúde - Instituto Oswaldo Cruz. Professora do Colégio Adventista da Tijuca – Rio de Janeiro, Brasil.

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